Escrito por: Catarina
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No meu modo de ver, a pessoa fica paranóica com uma idéia ou acontecimento quando o pensamento sobre o assunto fica passeando em círculo, ou, como dizem os programadores de software, entra em “loop”. Assim, as mesmas idéias, e imagens, passam diversas vezes em sua cabeça, sem nada se concluir sobre o assunto, que nunca fica resolvido. Resta uma perturbação, uma paranóia.
Tenho admirado as tainhas que passam pelos cais da marina, gordinhas, em bom número, ótimas para ir para a panela, e comentei isso numa roda de conhecidos, foi quando um deles alertou que elas são comedoras de dejetos humanos, e que teria muitas delas na Baia de Guanabara, fazendo o serviço. Outro ainda lembrou que é comum que peixes comam “isso”.
Como eu não sou paranóica, fiquei refletindo longamente sobre o assunto, isso porque, passei da vontade de comer ao asco, ao mesmo tempo em que me arrependia e voltava a redimir as tainhas, tão disponíveis, comidas há tanto tempo pelos locais, sei lá…
Mas, se a alimentação das tainhas inclui tais abusos, o que dizer da dos camarões, ostras e outros moluscos, e até a dos tubarões, que aprenderam a gostar de esgoto. Eca!!! Então, vou deixar de comer qualquer coisa dessas?
Será que os coliformes fecais não são, eles próprios, excretados pelos comedores de dejetos?
Sei que, se o mundo não estivesse tão abarrotado de gente e de seus dejetos, seria muito mais controlado comer qualquer coisa, até as saudáveis verduras e os legumes, sem medo dos agrotóxicos embutidos.
Essa dos animais eliminarem dejetos, e suas perturbações intestinais, pode ter sido a causa da extinção dos dinossauros, pois, como dizem, eles próprios não aguentaram seus gases poluentes. Coisas de “merda” (desculpe a palavra).
Então, como é que fica? Ainda não sei… Mas não dá para viver como faquir, nem deixar de comer peixe.
Mudando de paranóia, a melhor cor para o meu texto é: não sei. Todas são bonitas, em cada momento do dia, ou do mês, então, enquanto não decido, fica o azul, que entrará em “loop”.
Notícias nossas: baita “rebojo” aqui na Marina Bracuhy, nunca vimos assim antes, que normalmente é tão calmo. Calma viajantes, não chega nem perto do rebojo no TENAB em Salvador. O Cabo Frio, então, está “punk”, com mar de 5 metros.
Boa notícia: vou visitar mainha e painho, uma vez mais, antes de subir a Costa. Eles têm nome, claro: D. Ady, e Dr. Paulo. “Ady” é nome indígena, de um tipo de palmeira. Muito embora a família fosse de italianos, minha avó resolveu ser do contra, não aplicar nenhum nome típico italiano, e colocou Moacir, Guaraciaba, Jurandir, etc…, todos indígenas. Não foi paranóia: ela pensou, decidiu, e pronto! Querida avó Thereza, eu chego lá….
Até lá, vou pegar um pouco de colo.
Catarina