fevereiro « 2011 « Bem-vindo a bordo!

Archive for fevereiro, 2011

Tudo voltou ao normal: motoristas dirigindo do lado esquerdo do carro; medidas em metro, e não em polegadas; peso em quilo, e não libras; baguetes, e não muffins nas padarias; vários tipos de iogurtes nas prateleiras do supermercado; discursos sobre liberdade nas rádios, e música ao melhor estilo “bossa nova” brasileira. Definitivamente, a cultura francesa da Martinica é a mais próxima da brasileira que a de outros países do Caribe, de colonização inglesa.Chegando na Martinica 2
Há alguns anos, os brasileiros precisavam de visto para entrar na Ilha, hoje não é mais necessário. Por algum motivo que desconhecemos, os passaportes não são carimbados; também não pedem a saída do último porto (“clearance”). Nada é cobrado a título de alfândega.
Quando chegamos na Ilha, ficamos ancorados em “Le Marin”, onde estão localizadas as marinas e lojas náuticas. Os preços de produtos náuticos são altos; não parece um bom lugar para esse tipo de compra, nem de usados.
Assim como nas outras ilhas do Caribe, não há produção em larga escala, nem agrícola; os produtos vêm da França, incluindo carnes e perecíveis.
Como na França, o povo da Martinica faz greves, a última, pela autonomia da ilha em relação ao comando da “metrópole”. Não querem a independência, que significaria deixar de receber recursos. A língua oficial é o francês, mas as crianças aprendem desde cedo o “creole”, no seio da família, e assim se comunicam, entre eles. Os “colonizadores” franceses são chamados de “orelha” (teriam orelhas grandes), e existe  uma segregação entre os povos, às vezes velada, outras, não.
Mas tudo voltou ao normal, mesmo, quando avistamos, no alto de uma colina, o “M” do McDonald´s, o primeiro nestas ilhas todas. Corremos para lá, porque adoramos porcarias, e pelo visto, o povo daqui também, estava lotado de gente.
Temos tido a companhia do Veleiro Guga Buy, desde a saída de St. Lucia. Como nós, ele andou passando sufoco na ancoragem em “Le Marin”: um dia, chegamos da cidade e ambos os barcos tinham corrido, felizmente, sem nenhum dano para os próprios barcos nem para os demais. Ventou muito estes dias, o que contribuiu para o passeio das âncoras.Jantar na Martinica
Viemos ancorar em “Sainte-Anne”, uma baía menos movimentada de barcos, em frente à pequena cidade de mesmo nome. As águas daqui são transparentes e a tensa é boa.
Hoje vem para a baía o Veleiro Calenda, da Márcia (uma brasileira) e Alan (francês), que conhecem bem as ilhas de sotavento do Caribe, e tem nos dado muitas dicas importantes. É deles a informação de que, na Martinica, há a maior incidência de roubo a motor de bote destas ilhas. Também avisaram para passar a barlavento da Ilha Montserrat, pois há um vulcão ativo cuja fuligem estraga as velas da embarcação, e também os nossos pulmões. Hoje vai rolar um jantar no barco deles.
Cozinhar a bordo e trocar receitas é prática normal entre os cruzeiristas. Melhor que trocar remédios.

Catarina

Uma pessoa não deve ser considerada hipocondríaca apenas por trocar informações sobre remédios, doenças e como tratá-las, prática essa comum entre os cruzeiristas.
Ganhei uma cartela de comprimidos de cortisona depois de comentar com uma cruzeirista que eu era alérgica a mariscos. Quem me deu não é médica, mas ressaltou a importância de se levar o medicamento na bolsa, e das vantagens deste em relação às injeções prontas, que sofrem com a ação do calor. Fui me informar sobre o remédio na internet ( Dr. Google, como faz todo hipocondríaco) porque a bula estava em alemão. Vi que, se usado desnecessariamente, o medicamento pode ser letal.
Outro dia, fomos visitar o Irun aqui em St. Lucia. Logo que embarcamos, a Chris veio me mostrar o livro que ela tinha acabado de comprar, sobre o que fazer em caso de doença ou acidente a bordo. Assunto de relevância entre mulheres cruzeiristas, que também trocam e indicam remédios, pois são elas, geralmente, as responsáveis pelo caixa de medicamentos.
Conhecemos um casal de canadenses a bordo de uma catamarã que estava com pane elétrica, o que prejudicava o funcionamento da geladeira, onde era mantida a insulina usada no tratamento da diabetes de seu capitão. A água salgada que caiu no painel elétrico do barco fez com que ele entrasse em curto. O Dorival foi dar uma força e conseguiu resolver o problema. Ganhou um rum, o segundo em menos de um mês, o que faz todo o sentido: PIRATA se paga com RUM. Ele ganhou também uma boa conversa, e boas amizades, de pessoas que estavam no sufoco.
Os canadenses nos levaram para jantar num restaurante francês, ocasião em que soubemos de um outro problema de saúde do capitão do catamarã: a alergia ao glúten, que o forçava a deixar de lado as baguetes com patê; nada que o impeça de partir para o Pacífico, e fazer mergulhos em corais intocados. Vimos um dvd com imagens de mergulhos deles na Ásia, lindo!
Apesar de ser este um assunto importante, não está sobrando tempo para pensar em doença. Não parece, mas está perto, faltam apenas dois meses e meio para a travessia do Atlântico, então, as mentes estão com a idéia fixa nela, em como deixar o barco funcional, com ferramentas e itens a mão, o quanto levar de provisões, de diesel, o que falta para equipar o barco adequadamente, etc…
Tenho uma dica para você que ainda está em dúvida sobre um nome para o SEU barco, pense neste: “ESO NO ES MIO”. Bom, porque não vai dar nenhum motivo para que alguma autoridade venha averiguar os fatos. Também achei legal o “CHAOS THEORY”, pois ninguém vai querer avaliar o estado de entropia em que o seu barco se encontra. Ambos são de St. Lúcia. Chaos Theory é um barco de uma escola de vela.
Outra dica importante é sobre a melhor caipirinha de St. Lucia. Você pode encontrá-la no Guga Buy, preparada pelo Eduardo. Ele disse que o segredo é a quantidade de gelo, mas eu acho o real segredo não foi revelado.
A presença dos gaúchos já garantiu um churrasco de cais, na verdade, preparado por um paulista, o Flávio, do Flyer. Estávamos com saudades!
Em St. Lucia chove, praticamente, todos os dias. E pensar que, no ano passado, chegou a haver racionamento de água na ilha.
Devemos sair daqui para Martinica na segunda-feira de manhã, antes da maré enchente, que transforma o mar da região numa máquina de lavar roupas. O Guga Buy já confirmou que irá conosco.

Catarina

Dica: água salgada no painel elétrico é pane certa, e grave. Uma gota basta. Por isso, cuide de manter as vigias e gaiutas fechadas durante a navegação. Ok, eu sei que o barco fica quente. As histórias das pessoas que eu ajudei com esse problema é sempre a mesma: o mar estava tranquilo, não sei de onde veio essa onda, ou, o piloto ficou besta e deu um “jibe”, etc…
Comandantes, essas historinhas para explicar o ocorrido como se fossem uma desculpa, não adianta, melhor manter as gaiutas e vigias fechadas e aguentar os tripulantes reclamando; aqui, eu tenho que aguentar a Catarina, mas ela acaba concordando quando vê aquela onda que vem do nada dar uma lavadinha no convés. No Luthier, colocamos dorades e arrumei um jeito de usar o ar-condicionado quando estamos motorando; chique, não? Ventiladores ajudam. Se você achou exagero, tenha os telefones dos técnicos à mão e não vá muito longe deles; reserve algum dinheiro ou garrafas de rum para pagamento.
Caso caia água salgada, refrigerante, cerveja ou qualquer outro líquido em algum equipamento (celular, rádio, dvd, etc…), não o ligue para ver se funciona, ele vai queimar. Leve para um técnico desmontar e lavar com álcool isopropílico. Se você quiser tentar, abra o equipamento e lave com álcool doméstico a mais de 90%, aquele quarenta e qualquer coisa não serve. Depois disso, deixe secar naturalmente,  por dois dias (não colocar em forno quente, tenha paciência). Remonte o equipamento (tomara que você não tenha perdido os parafusos), e ligue. Boa sorte!
Não concorda, comente!

Dorival

Hoje, chegaram em Rodney Bay o Bulimundo,  o Guga Buy e o Flyer.
O Bogomil saiu para a Martinica, com a Ellen chorando na despedida, como sempre. 
O Travessura está em Saint Martin. O Irum já está na Martinica.
Não sei onde estão os japoneses, soube que eles passaram por aqui há um mês.
O Temujim parece que ainda está em Trinidad.
É bom rever os amigos.

Dorival

Eu presenciei o “green flash”, um efeito ótico que ocorre no pôr ou no nascer do sol, raro de se ver pelas condições atmosféricas exigidas, e por ser muito rápido. Não tenho testemunhas do fato, todos ao meu redor estavam distraídos, conversando. A pequena cunha de sol que ainda estava no horizonte, de repente ficou verde brilhante, e sumiu.Festa em St Lucia
Estávamos em uma festa de rua nas redondezas da Rodney Bay, e tínhamos ido apreciar o cair da tarde do cais que fica ao final da rua. O céu estava aberto e o mar surpreendentemente calmo. Não tive tempo de fazer nenhum pedido.
Soubemos da festa de rua pelos moradores locais; nos disseram que ela acontece todas às sextas-feiras. Fomos com nossos amigos alemães, do Bogomil, com quem combinamos tudo com antecedência, porque eles gostam de planejar o dia.
A rua fica fechada para o trânsito de carros e nela são montadas barracas com comidas e bebidas. Sentamos para comer com um outro casal, de norte-americanos, que não são velejadores, e, até o horário em que ali ficamos, havia mais gringos que moradores locais, ninguém dançava nem cantava. Foi bom para comer alguma coisa e papear.
Os norte-americanos com quem falamos andam meio desacorsoados com a economia do país, e com o aumento de impostos. Os alemães também reclamaram do momento atual, dizem que são cumpridores de horários, que trabalham duro, não teriam motivos para viver uma crise; são orgulhosos dos produtos de seu país, e de seu estilo de vida. Amigos do Bogomil
Os brasileiros estão acostumados às crises, apertam-se daqui e dali e saem delas, com alguma criatividade, até chegar a próxima. Essas coisas são ondas, vem e vão.
Estamos na marina Rodney Bay. Viemos fazer uma parada para lavar os tanques de água doce, as roupas de tempo, dar uma geral. Aqui perto, ancorados, encontramos o Daniel e a Chris, do Irun, que já seguiram para Martinica, desta vez, com o rádio SSB operacional: o Daniel herdou a nossa antiga antena de SSB, e o Dorival fez a instalação final dos cabos. Parece que ele está curtindo falar, pode ser que se torne um novo papagaio no pedaço. O rádio é um item de segurança fundamental para quem se propõe a cruzar o oceano, então, ficamos satisfeitos que ele esteja se equipando adequadamente.
Essa semana, fomos atrás de uma balsa salva-vidas; tínhamos a informação de que havia em St. Lucia um representante autorizado de muitas marcas. O representante nos levou para ver uma balsa usada, digo, não nova, que estava em um galpão aonde ele também conserta botes infláveis. Lá chegando, encontramos um galpão muito sujo, cheirando cola de sapateiro, sem nenhuma máquina de pressão, com os itens da balsa espalhados na poeira. A balsa estava aberta, inflada e, a princípio, não teria outros problemas. Não estava gostando, vi muitas Rodney Bay Marina partes coladas fora do lugar, então, convenci o Dorival a ver o fundo da balsa. Quando levantamos, o fundo estava simplesmente descolando. Veio uma mulher gritando na nossa direção dizendo que o fundo não tinha sido colado “ainda”. O vendedor deu a explicação de que estas balsas descolam depois de um ano no casulo, pela ação do tempo. A forma como a balsa estava sendo colada, sem máquina de pressão, usando-se cola comum, nos fez ficar arrepiados. Imaginem só as partes coladas da balsa soltarem-se no meio do oceano, no caso de precisarmos dela. O cara que faz uma coisa dessas não é simplesmente um trapaceiro, é um criminoso.
A Ilha de St. Lúcia tem poucas baías, apesar de ser uma das maiores do Caribe. A Rodney Bay está poluída, com águas impróprias para banho, como declararam as autoridades locais na televisão, que estão se esforçando para ver formas de tratamento do esgoto ali despejado.
A moeda é o EC dólar, e os preços praticados são muito parecidos com os de Grenada.
Tivemos a oportunidade de conhecer a estrada principal, que margeia o mar, e vimos que está desbarrancando em muitos trechos, por conta dos estragos do furacão do ano passado. A vegetação a barlavento da ilha é mais rala, em consequência da ação dos ventos fortes; a sotavento, alémRodney Bay marina 2 da vegetação mais densa, há várias plantações de banana. Há muita pobreza, que se vêem nas casas de madeira em muito mal estado, mas o país está em situação bem melhor que St. Vincent e Grenadines. Há também muitos pássaros, que enchem o ambiente de boa música, gostamos disso.
Assim que der, vamos para Martinica, aonde o desafio maior será a língua. Por ironia, todos pensam que somos franceses, inclusive os próprios, que já soltam o verbo em francês conosco. Na primeira vez em que me perguntaram, em francês, se eu falava a língua, respondi: “je don´t parle français”. Nível crítico de conhecimento. Preciso de ajuda.

Catarina

É fácil reconhecer um cruzeirista na fila de imigração ou alfândega: cabelos e barba por fazer, roupa amassada, às vezes, rota, peças em cores e estilos nem sempre harmônicos, chinelos ou sandálias de borracha, mochilas ou bolsa estanque, e um saco plástico com documentos nas mãos.Praia em Bequia
No Caribe, os países exigem que as formalidades sejam feitas imediatamente após a chegada, e cobram hora adicional se o atendimento for após às 16:00 ou 16:30 hs, ou aos finais de semana. A correria é inevitável, as pessoas saem do barco para as formalidades do jeito que estão.
Passamos por isso na chegada em St. Lucia. Pretendíamos dar entrada na Baía de Soufriere.
A cerca de duas milhas da baía, fomos abordados por uma embarcação rápida, com dois locais vendendo serviços de “pegar” a poita, ou levar até a imigração, etc… Dissemos a eles que íamos dar uma olhada, procurar uns amigos, e que não tínhamos certeza se íamos parar ali. Estranhamos a oferta, porque tínhamos a informação de que lá se tratava de um Parque, que poderíamos pegar uma poita e depois pagar uma taxa oficial ao guarda-parque. Nos aproximamos e vimos Tall Ship em Bequia uma baía vazia, com apenas 2 catamarãs de turismo. Em terra, vimos casas desmoronadas nas encostas, e outras muito simples. Nessa hora, outra embarcação de locais aproximou-se de nós. Achamos o lugar um tanto isolado, sinistro mesmo e, na dúvida, resolvemos partir para outra baía. Antes, passeamos por entre os Pitons, dois picos de montanhas próximos, parecidos com o Pão de Açúcar, que são cartões postais de St. Lucia.
Como nos disse um skiper profissional do Caribe, o turismo do local tem sofrido com a crise das economias européias, tanto que, nos anos anteriores, por aqui havia o triplo de barcos de hoje em dia. Daí o assédio sobre os turistas.
Ancoragem em Bequia Também no Brasil existe o assédio aos turistas, mas acontece em terra, para oferecer passeios de barco, lembranças do local, etc… Aqui, ele é feito diretamente sobre os cruzeiristas, justamente porque estes são a fonte de sustento de várias economias locais.
Seguimos para Marigot Bay, onde havia muitos barcos fundeados, em poitas, ou na marina, incluindo grandes iates americanos.
No espaço da marina, e nas ruas próximas, tudo pareceu muito seguro e limpo. No domingo, todos os restaurantes estavam fechados, então, sentamos numa barraca de rua para comer o churrasquinho local, de porco e galinha, limpo e bem feitinho, num ambiente familiar, ao som de música country americana. Fomos bem tratados pela churrasqueira que não se aguentava e ficava rindo do nosso sotaque; ela não percebe, mas o dela também é bastante carregado.Marigot Bay - St. Lucia 1
Na Ilha de Béquia, de onde saímos, pela primeira vez vimos muitos rastafaris concentrados em um mercado público de frutas e legumes. Fumam maconha abertamente, pois faz parte da religião deles. Não são maioria ali, no comércio ou pelas ruas se vêem pessoas com trajes e comportamentos opostos, discretos, e estudantes uniformizados com saias que vão quase até os pés, e blusas fechadas até o pescoço.
A questão racial no Caribe é delicada. Há uma mágoa, com razão de ser, pelo fato de a população descender de escravos, explorados durante muitos anos. Muitos conseguem superar este sentimento, e estruturar suas economias olhando para o futuro.
As águas de St. Lúcia, assim como de Bequia, já não tem o azul das Grenadinas, são verdes. Em Bequia, o verde é tão transparente que é possível ver a âncora no fundo. Em alguns horários, no início da manhã e final de tarde, aparecem pequenas águas-vivas; se for nadar, o melhor é dar uma olhada antes, ou proteger-se com roupa apropriada.
Em Bequia, a Baía de Port Elizabeth tem um largo espaço para ancoragem, sendo que, de um lado, o da direita de quem entra, venta Marigot Bay - St. Lucia 2 menos, mas rola mais, e no da esquerda, o contrário acontece. Quando o mar está alto, ou o vento forte, como nos últimos tempos, você tem que escolher; preferimos o que rola menos, e usamos duas âncoras, por conta do vento.
Temos tido a companhia do Veleiro Bogomil, dos alemães, e temos encontrado o pessoal de outros veleiros que estavam em Grenada, como o Salun. Acompanhamos pelo SSB a viagem do Guga Buy até Union Island e, até ontem, ele, o Flyer e o Bulimundo, estavam na Ilha de Canouan. Nada mau!
Hoje chegamos em Rodney Bay, sob um vento de 30 nós, mas protegidos de mar pela Ilha, confirmando as previsões de piora das condições climáticas no início da semana. Pelo passeio que demos pela cidade, a Ilha se parece com Grenada, na simpatia do povo, e no progresso de seus negócios. Além disso, a vegetação é mais densa e está preservada. Acho que vamos passar um bom tempo por aqui.
Será que vou atrás de um ferro de passar roupas, para ficar uma cruzeirista mais arrumada?

Catarina

Estávamos viajando estes dias. Saímos de Union Island para Béquia, onde descansamos dois dias, demos saída do país e partimos para St. Lucia, uma outra ilha e um outro país. Chegamos em Marigot Bay ontem à tarde. Amanhã, pretendemos ir para Rodney Bay, mais ao norte do país. As viagens tem sido na orça apertada, com vento e mar contra, mas tem sido boas, um bom aprendizado. Depois de descansar, contamos mais.

Tyrrel Bay em Carriacou é uma parada em baixa. Viajantes brasileiros que estiveram lá em 2009 disseram que havia muito lixo na praia. O que eu vi foi praia limpa com cartazes nas árvores onde o povo local (não o governo) pede para que não joguem lixo na praia porque isso afasta osUnion Island 2 turistas. Não vi turistas que não fossem cruzeiristas. Há muitos barcos literalmente abandonados, deteriorados e pilhados, simplesmente flutuando. Os restaurantes e outros comércios estão vazios e mal mantidos, demonstrando o estado de decadência. Talvez, e tomara que, a iniciativa de limpar a praia recupere a economia.
Union Island não é diferente. Poucos turistas e habitantes locais desesperados para extorquir Dólares EC dos cruzeiristas. A ancoragem é bem abrigada de mar, mas nada abrigada de vento.Union Island 1
Por outro lado, é aqui, finalmente, que encontramos as águas azuis. O Luthier parece estar em uma piscina. Porém,  a visibilidade é menor do que a das águas verdes de Saint Georges (Grenada) e, aqui, não há vida marinha. O recife que protege a ancoragem está morto, e não se vêem peixes, é um azul vazio sobre um recife marrom.
Hoje íamos para Tobago Cays, um parque marinho muito famoso aqui perto, mas durante a noite o tempo fechou. Ventos de 30 nós, a noite Palm Island toda, mantiveram as baterias do Luthier carregadas e fizeram com que muitos barcos voltassem de Tobago Cays para procurar abrigo aqui. Alguns barcos preferiram se abrigar em Carriacou.
Há uma previsão de tempo ruim a partir de sexta em todo o Caribe. Por isso, amanhã, vamos sair de Union Island, passar em Tobago Cays e rumar para Béquia, para nos abrigar. As fotos falam da beleza deste lugar.

Dorival