outubro « 2011 « Bem-vindo a bordo!

Archive for outubro, 2011

Amanhã de manhã vence a nossa estadia na marina de Las Palmas – Gran Canária. Não adiantou alegarmos o estado do mar lá fora, nem o fato de a ancoragem ao lado do porto estar lotada, e que o pessoal da ARC estaria longe de chegar. Vamos ter que encarar o mar como está e partir para outro abrigo.
A marina de Las Palmas é pública e conta com cerca de 1.000 vagas. Está bem localizada, na região central da cidade, perto de lojas náuticas e supermercados, e o local é bastante abrigado. É barata (e tem barata): para o Luthier sai por 7 euros o dia. Por tudo isso, é muito procurada.
Nos poucos dias em que aqui pudemos permanecer, tratamos de abastecer o barco para a travessia de volta para o Brasil daqueles itens que faltavam. Logo, logo, estaremos com o pé na estrada, digo, com o barco em mar aberto, no rumo de casa.
O imposto nas Canárias é mais em conta que no continente e isso se rMarina de Las Palmaseflete nos preços; além disso, muitas lojas dão descontos para estrangeiros, ou donos de barcos no caso de produtos náuticos, de até 10%.
Por fim, se faz boas compras aqui e no continente europeu, principalmente de supermercado, a bons preços, pois mesmo com o euro mais valorizado que o real, se consegue comprar mais produtos com o equivalente em moeda, principalmente de alimentos industrializados, que no Brasil são mais caros. Pães e farináceos são um outro exemplo de bom preço na Europa, enquanto que no Brasil são mais caros por não plantarmos o trigo na mesma escala, entre outros fatores; de qualquer forma, na Europa o pão tem que ser barato, senão, o povo faz revolução.
Os produtos náuticos vendidos nas Canárias são, em sua maioria, europeus, de boa qualidade, e estão mais baratos que no Caribe, caso dos cabos alemães. Apesar dos bons preços, as lojas estão com pouco movimento; muitas pessoas vão pesquisar preços, mas poucas compram. Um vendedor de uma loja de pesca confessou ao Dorival que a compra dele tinha sido a única do dia, no caso, apenas alguns anzóis, sendo gastos menos de 5 euros. Na “Él Corte Inglês”, uma loja de departamentos espetacular, com produtos bons e de bom gosto, para todos os bolsos, há muitos vendedores andando de um lado para o outro, tanto que, quando você aparece grudam em você, ou melhor, lhe dão uma atenção especial. É a crise.
Muito embora estejam em crise, vários comércios mantêm o costume espanhol da “siesta”, e fecham as portas das 13:00 às 16:00; no total, trabalham 6,5 horas por dia, enquanto que no Brasil nós trabalhamos por 8 hora por dia, e não “cerramos” as portas. Quem está certo? Fato é que, nesse ritmo, eles perdem vendas e receita, principalmente aquelas feitas por impulso ou pela oportunidade.
Muitos barcos chegam até aqui vindos da Europa, e daqui não passam. Alguns estão no mesmo lugar há muitos anos, em péssimo estado, e pudemos ver que aqui o ambiente é propício para as cracas. A verdade é que o mar é duro, e alguns não passam das primeiras bordoadas. Na Madeira, conhecemos um casal de alemães assim, que resolveu deixar o barco nas Canárias para decidirem o que fazer no próximo verão, se irão voltar para a Europa com o barco, definitivamente, ou ir adiante.
Vocês podem ficar tranquilos que não vamos para a Ilha de El Hierro. Durante toda a semana, o aviso-rádio das Canárias alertou para a restrição da navegação num raio de 4 milhas da Ponta da Restinga, onde se situa a maior atividade vulcânica submarina perto da ilha. No início da semana, logo pela manhã, sentimos balanços no barco como se fossem pequenos socos, mas não havia vento, nem movimento de ondas na marina; logo depois, ficamos sabendo que foi detectado um tremor de terra na região de 3,5 graus na escala Richter, com epicentro em “El Hierro”. Enquanto houver pequenos tremores, está tudo bem.
Escolhemos como nosso próximo destino a Ilha de Tenerife, a 50 milhas daqui, que conta com uma marina abrigada. Dizem que é a ilha mais verde de todas, mas não temos muitas expectativas a esse respeito, pois o conceito do que é “verde” para quem vem do Brasil, já notamos, é bastante diferente. Mas o que vale é conhecer o que é diferente, então, “hasta luego, amigos!”.

Catarina

O nosso patrão nos mandou embora. Foi mesmo, o clima nos mandou sair da Madeira, onde uma baixa pressão que se deslocava pelo Atlântico Norte ia pegar pesado na Ilha em poucos dias, a mesma que no Golfo de Biscaia ia gerar ondas de até 9 metros. É o outono no hemisfério norte, mostrando a sua face.Ilha Selvagem - ancoragem
Saímos da Ilha da Madeira com rizos nas duas velas, por conta do vento na faixa dos 20 nós e o mar desencontrado. Chegamos na Ilha Selvagem, nosso primeiro destino, com apenas um pedaço da genoa aberta, segurando a velocidade do barco para melhorar o conforto a bordo.
O Luthier levou muitos banhos de sal na viagem, ocasião em que o “boss” nos alertou para a necessidade de refazer o “sicaflex” dos fuzis, onde estão presos os estais, e por onde vazou água salgada para o interior do barco; não foi muita água, na verdade, foram algumas gotas por minuto, mas não podemos passar pelos “doldrums” (zona de convergência intertropical) na volta para o Brasil, com o incômodo de um vazamento de água doce das chuvas torrenciais que ali se formam.
A chegada à Selvagem foi tranquila. Tínhamos uma autorização prévia para fundear na ilha e, na chegada, entramos em contato pelo VHF com os “vigilantes da natureza”, Cagarras que nos deram instruções para o fundeio e nos convidaram para uma visita guiada pela ilha para o dia seguinte. Além de nós, havia outros 6 barcos fundeados na pequena enseada. Na ancoragem rola um pouco, e há que se tomar cuidado com as pedras do fundo, de preferência, usando bóia de arinque.
A ilha é de formação vulcânica, refúgio para as “cagarras”, um pássaro que lá tem a sua maior colônia no mundo, e para algumas espécies de lagartos e arbustos, endêmicos da ilha. Os pássaros não se sentem ameaçados com a presença humana, e deixam-se fotografar naturalmente, sinal de que não são, realmente, incomodados.
Na visita à ilha havia dois grupos de espanhóis das Ilhas Canárias, um de Gran Canária e outro de Fuerte Ventura, todos muito falantes. Perguntei ao grupo de Gran Canária como eraIlha Selvagem - Osga a ilha de Tenerife, pois ainda não tínhamos decidido qual seria nosso primeiro destino; eles nos responderam com ironias sobre Tenerife, e com algumas piadas entre eles que não entendemos (mas que deviam ser pesadas), e terminaram dizendo que existe uma rivalidade entre as ilhas. Depois disso, o tempo fechou, quero dizer, ele não quiseram mais conversar, até que, aos poucos, foram se reaproximando, viram que não poderíamos ter conhecimento de uma rixa tão forte, e por fim se ofereceram para nos levar aos lugares turísticos em Gran Canária. Parecem mineirinhos, desconfiados; a explicação de um deles para tanto pé atrás: “es que hay mucho turista cabrón”. Não sei o que é “cabrón”, mas não ousei perguntar.
Os espanhóis nos deram uma informação importante: a de que nas águas das Canárias tem sido detectada a presença da Ciguatera, aquela Ilha Selvagem 006toxina encontrada em alguns peixes. Disseram que o pescado consumido na região está vindo da Madeira, por conta da doença, e que aqui eles só consomem peixes pequenos, com concentração menor da toxina. Na dúvida, não colocamos a isca na água.
Partimos no dia seguinte rumo a Gran Canária, desta vez, sem nada de vento, mas não dava para esperar na Selvagem por conta do forte vento SW previsto para entrar ali. É uma pernada de vigília, pois há muito tráfego de navios. Durante a noite, tivemos dois avisos do serviço de segurança, com acionamento do DSC do rádio, um com incidente de fogo em um veleiro, e outro com o resgate de tripulantes de uma embarcação pesqueira. Foram momentos de angústia, com navios se deslocando até os locais, e acionamento de helicópteros de resgate. Ficamos pensando o  que seria pior, se um incêndio de grandes proporções num barco, que inevitavelmente gerará homens ao mar, ou uma embarcação indo a pique. Por sorte, todos foram socorridos, e o barco que estava pegando fogo, por coincidência, estava atracado no cais da marina de Las Palmas, quando aqui chegamos, com a sua cabine de entrada chamuscada e retorcida pelo Las Palmas - praia e fundeadouro no abrigo do porto fogo. Nos disseram que um tripulante sofreu queimaduras, mas não corria risco, e que o motivo do incêndio teria sido queima de vapores de gasolina armazenada dentro da cabine do barco.
Demos uma volta pela cidade de Las Palmas, e pudemos constatar que aqui é o oposto dos Açores. Parece uma grande cidade, de qualquer país, com muitas lojas de grife, movimento de carros, um porto grande e movimentado, sendo uma terra bastante árida, com quase nenhuma vegetação. Soubemos que na ilha há uma grande comunidade de gays e lésbicas, assim como em São Francisco, na Califórnia, e pudemos ver que todos se sentem à vontade.
Mal chegamos e já fomos despejados: temos que sair da marina na segunda-feira, por conta da reserva dos lugares para os barcos da ARC, que participarão de um rally para Santa Lúcia, no Caribe. Vamos apelar por mais um dia para o “boss” da marina, pois o mar lá fora não está uma gracinha, e queremos antes dar uns bordos pela ilha. Depois disso, ainda não sabemos qual ilha será o nosso destino, mas vai ser a que o vento e o mar propiciarem, sim senhor.

Catarina

Vai parecer que estou sendo pessimista, mas um dos primeiros sujeitos a se apresentar em terra ao viajante que chega de longe por mar é o…VÍRUS. Você está em alto mar, bem de saúde, respirando um ar puro, eis que chega em terra e, passados alguns dias, o corpo fica pesado, a cabeça ainda mais, e o sujeito em questão inicia o seu ciclo no corpo humano. Que digam os doutores de medicina, se o dito aqui é verdade, ou não.Ponta de São Lourenço - Face norte da Madeira
Não posso reclamar, em geral, a indisposição em questão não passa de uma dor de cabeça, que sara em alguns dias. Mas, desta vez, o vírus da Madeira me atacou em cheio, pegou o meu ouvido, ou melhor, o labirinto (assim acredito) porque tudo rodava e ficava negro quando eu levantava a cabeça do travesseiro. Talvez, por conta de termos passeando na ilha nos dias anteriores indo de 0 a mais de 1000 metros de altitude em algumas poucas horas. Por fim, o vírus faz parte da natureza.
Foi uma semana para ficar quietinho, uma pela minha indisposição, outra por conta da erupção vulcânica oceânica nas proximidades da Ilha de Hierro, nas Canárias. Parte da ilha já foi esvaziada e agora estão detectando emissões de monóxido de carbono no solo. Há indícios de que no passado houve uma erupção vulcânica na ilha que teria gerado um tsunami, e alguns “sites” apocalípticos dizem que isso pode acontecer de novo. Vamos ver no que isso vai dar… Olhando pelo lado positivo, é a terra viva em constante renovação através das erupções vulcânicas, temos que respeitar (e que respeito!) o processo.
Melhor sorte tem o Kan Chu viajando em alto mar, se o tsunami vier não vai passar de uma onda mais alta, que não arrebentará em cima do barco. Como bom baiano, para chamar a SORTE ele vestiu na largada as cuecas da sorte, além do shorts e camisetas da SORTE. Para não contar só com a sorte, está levando 100 litros de água, enquanto a maioria leva 60 litros, para não fazer peso. Interessante é a comida de véspera dele: um café expresso duplo e um big-mac, que fomos buscar para ele; é tudo o que qualquer nutricionista condenaria, pela cafeína e a gordura, mas ele não liga para isso, diz que nos primeiros dois dias passa mal de qualquer jeito, que só depois tudo se acomoda.
Vista - Face norte da Madeira É, estamos em uma região de ilhas vulcânicas de formação recente, muito diferente do terreno brasileiro. Além dos sustos, as ilhas no meio do Atlântico não fornecem a mesma proteção que um continente. No inverno, as marinas na face norte da Ilha da Madeira precisam ser esvaziadas; numa delas, em construção, o mar entrou com tudo e arrebentou a proteção de concreto.
Está definido: não é possível o ressarcimento do imposto pago por estrangeiros em Portugal (IVA) para quem viaja em barcos particulares. A informação é da alfândega do Funchal e, ao contrário do que havia sido dito no continente, nos disseram que o ressarcimento só seria possível se tivéssemos um bilhete de embarque em navio ou avião e, mesmo assim, a mercadoria teria que ser levada à sede do órgão para conferência. A lei local entende que não há a garantia de que vamos sair do país, paciência.
Contudo, os preços na Madeira não são abusivos, são parecidos com os do continente e o IVA é menor, por isso mesmo, estamos fazendo aqui o nosso abastecimento de não perecíveis para a viagem; o barco já está com a linha d’água lá embaixo, com uns 200 quilos a mais, divididos entre alimentos e combustível.
Na Madeira a moda é a horta comunitária. E o que mais gostam de plantar? A batata doce. O bolo do caco, e os outros pães da ilha são feitos com batata-doce e fica tudo muito bom, a massa não fica pesada, é incrível.
Que bolo será que vai ganhar o aniversariante deste mês, tripulante deste barco? Pode ser um do bolo do Caco, ou de mel com cana e canela, típicos daqui, ou o preferido, de chocolate com recheio de chocolate. A comemoração é no próximo dia 20. Um vídeo que mandaram para ele pode ilustrar um pouco de quem se trata; quem o conhece vai reconhecer o tipo.


Em dia de aniversário, nada de ficar enfurnado consertando as coisas, ou calibrando instrumento para medidas de altura do sol. Um bom presente é navegar, se a erupção vulcânica deixar.

Catarina

Ontem, 13 de outubro de 2011, às 13:30 horas local, foi dada a largada da segunda etapa da regata Mini-traLargada Mini 650 - Funchalnsat 650. São pouco mais de 3100 milhas entre Funchal na Ilha da Madeira e Salvador da Bahia no Brasil, 18 a 20 dias velejando no limite essas pequenas máquinas de regata.

Não é para qualquer um, não. Kan Chuh, largou animado dizendo que tem por meta melhorar a classificação que obteve na primeira etapa, 35º lugar. São 45 barcos na classe Barcos de Série. No Total são 84 barcos sendo 39 do tipo protótipos.

Kan Chuh Kan Chuh indo para a largada

Boa sorte, Kan Chuh!

Dorival

A Ilha da Madeira é um bom lugar para se perder o medo de altura, ou se acostumar com a idéia, pois por onde se olhe, há vales e montanhas, Ponta de São Lourençocom picos de mais de 1.800 metros de altitude. E mar, por todos os lados.
O arquipélago é constituído por ilhas vulcânicas de formação recente. A paisagem é de contrastes, árida e com pedras de um lado, e de vegetação e fontes de água do outro. Mesmo na ponta leste da ilha, na de São Lourenço, onde não há árvores, há vida, com pássaros que fazem seus ninhos nos buracos na rocha e a própria atividade marinha. Ali se dá o divertimento da população nos feriados e fins de semana, quando vão à caça do coelho; quem mais parece se divertir são os cachorros dos cTúnel de Lavaaçadores, e as famílias, que esperam em baixo das poucas árvores plantadas na Caçando coelhos estrada, com comidas e bebidas; no final, deve uma festa, talvez até role um churrasquinho no espeto, ou “espetada”, como chamam por aqui.
Mais assustador que andar nas alturas é adentrar nas grutas por onde passaram as lavas de um vulcão. Exagerei, não assusta, fascina. No processo de formação das grutas de São Vicente, na Ilha da Madeira, houve uma solidificação do terreno à volta dos canais por onde escorriam Curral das Freirasas lavas. Quando as erupções vulcânicas cessaram, restaram os caminhos por onde elas passaram, há milhões de anos. Nós fomos dar um passeio punk por lá.  
Por conta do relevo, as estradas da ilha passam por diversos túneis, alguns longos, com mais de 3 Km; parece até um exagero, porque não há tanto fluxo de veículos que justifique obras deste porte.
A Ilha Selvagem, que compõem o Arquipélago da Madeira, é um outro ecossistema, declarado parque com visitação controlada. Se possível, vamos passar por lá a caminho das Canárias. Chamou nossa atenção um Carapuçaaviso da Capitania dos Portos de Funchal, para que lá não se pesque até a isobatimétrica de 200 metros, porque os peixes estariam contaminados com uma alga tóxica, que faria mal à saúde humana. Bom estar informado.
Os moradores da Ilha da Madeira vestiram a carapuça. Não, não assumiram a culpa, a carapuça é um chapéu colorido, tradicional da ilha. A expressão “vestir Mini 650 a carapuça” tem origem no movimento da Inquisição, em que os acusados eram obrigados a vestir um chapéu pontiagudo: a carapuça. A bem da verdade, não se vêem madeirenses vestindo a carapuça no dia-a-dia, ficou relegada aos arraiais e grupos folclóricos.
Fomos a Funchal cumprimentar o nosso representante brasileiro na mini-transat, o Kan Chuh, que chegou ontem na ilha. Ele nos contou que foi uma regata com pouco vento, e muito calor. Nos mostrou a forma como recebe a previsão do tempo, por mensagem falada via SSB: é tão inteligível, que não nos admira que o Kan Chuh (camiseta branca) e Won representante chinês na regata, que estava em primeiro lugar, tenha ficado entre os últimos, por não entender o que tinha sido dito.
Estamos orgulhosos do Kan Chu, ele é um vencedor, tão somente por participar. É uma superação pessoal, pois não é fácil passar dias a fio solitário, em um veleiro com 6,5 metros, contando unicamente com as velas que possui. Erros de estratégia não diminuem o valor deste esforço.
Em pleno ambiente da mini transat em Funchal, o assunto não era outro se não o falecimento do presidente da Aple, numa idade em que poderia estar usufruindo da própria fortuna. Reflexões a respeito não faltaram, Descendo do Monteuma delas, que o importante é aproveitar o momento, pois nunca se sabe o amanhã.
Sobre o passeio de teleférico, garanto, é seguro. São tremendos os cabos de aço que sustentam os carros. Tem-se uma vista panorâmica da cidade. Ao chegar no Monte, fim do percurso, uma outra atração: trenós de vime conduzidos por homens levam pessoas ladeira abaixo. Sem emoção, não tem graça.
Bom mesmo é aproveitar cada momento destes, por mais bobo que pareça. Os golfinhos são considerados inteligentes justamente porque brincam.

Catarina