Travessia St. Maarten para Açores « Bem-vindo a bordo!

A preparação do Luthier:

O Luthier saiu de St. Maarten equipado com: 2 pilotos automáticos, um hidráulico no quadrante e outro elétrico na roda de leme (reserva); transponder AIS (Automatic Identification System – com transmissão); radar; 3 rádios VHF (um fixo e dois portáteis); SSB com sistema de transmissão digital de e-mails e recepção de FAX; EPIRB; SPOT; Calmaria gerador portátil a gasolina 4 tempos; 400W em painéis solares; gerador eólico; balsa salva vidas; equipamento de salvatagem completo, conforme a NORMAN; dessalinizador de 30 litros por hora; 500 litros de água potável; 350 litros de diesel; 15 litros de gasolina; 10 kg de gás propano e comida para 40 dias. Além disso, saiu com velame constituído por: mestra, genoa nº2, balão assimétrico nº2 (Gennaker), balão simétrico e uma genoa reserva pequena. Para navegação: 4 GPS; dois laptops, “chartploter”, carta de papel e carta piloto do Atlântico Norte, sextante, almanaque náutico, tabelas de redução e calculadora para cálculo de posição. Contamos ainda com dois relógios, um com hora UTC e outro com hora local, dois barômetros, um digital e outro mecânico, ecobatímetro e velocímetro, medidores de temperatura do ar e da água, estação de vento e 5 bússolas. Atlântico Norte
A maioria desses materiais e equipamentos estão permanentemente instalados no Luthier, é o caso dos painéis solares, gerador eólico e os eletrônicos em geral. Os víveres foram acomodados nos paióis internos e os combustíveis voláteis, caso da gasolina, em um paiol externo que não têm comunicação com o interior do barco. Os dois botijões de gás estão presos ao púlpito de popa onde também estão o motor do bote e a balsa salva-vidas.
Acomodamos as defesas e velas na cabine de popa. Na cabine de proa colocamos o bote desinflado e dobrado, encostos dos sofás e tudo mais que não seria usado durante a viagem.
O diesel foi guardado da seguinte forma: 150 litros no tanque, 120 litros em 6 bombonas de 20 litros cada, em um segundo paiol externo que temos ao lado do de combustíveis, e 80 litros em bombonas acomodadas na entrada da cabine de proa. Dessa forma, o Luthier viajou com o convés totalmeSubindo a mestrante limpo, sem nenhum obstáculo à circulação, com a proa totalmente livre para a lida com velas. Acho que assim fica mais seguro, não tive que me preocupar com a remoção de materiais em caso de tempo ruim, e com a perda de bombonas e outros materiais caso uma onda entrasse mais forte sobre o convés.
Certamente, não é necessário ter todos esses equipamentos a bordo para a travessia, nem é minha intenção dar uma lista de equipamentos recomendados.

Comunicação:

Os rádios de VHF e SSB foram muito utilizados. Desde que saímos, combinamos frequências e horários para comunicação via SSB com os catamarãs Luar (brasileiro) e o Salon (holandês), duas vezes ao dia. Ao longo da travessia, o VHF foi usado para comunicação com navios e outros veleiros que fomos encontrando pelo caminho. Conforme nos afastávamos desses veleiros, continuamos a comunicação em SSB com aqueles que também tinham esse recurso a bordo (poucos o têm).
O AIS funcionou muito bem para detectar navios. Todos os navios que eu consultei via VHF informaram que recebiam meu sinal de AIS a 10 milhas de distância. Optei por instalar a antena de transmissão do AIS na targa, mantendo a antena do VHF no topo mastro. Não estou usando

Chelone confirmando a recepção do sinal AIS do Luthier à 10 milhas

mutiplexer para usar a mesma antena para o rádio VHF e o AIS porque a perda introduzida pelo equipamento limita muito o range de captura de sinais dos navios (mesmo os ditos ativos, com amplificação). Com isso fico, ainda, com uma antena reserva na targa, caso a antena do mastro deixe de operar. Dessa forma, o equipamento identificava e alertava a presença de navios a 20 milhas, ou mais, de distância, mesma distância para contato VHF, porque os navios possuem antenas bem mais altas que os veleiros, cuja distância típica para contato é de 10 milhas.
O rádio SSB também foi utilizado nos modos digitais para envio e recepção de e-mails, “download” de arquivos grib, envio de posição, e para recepção de cartas meteorológicas por radiofax. As frequências, modos, tipo de informação, carta e texto, região de abrangência, etc… podem ser encontrados em :
http://www.nws.noaa.gov/om/marine/rfax.pdf. Eu utilizei o tempo todo as transmissões de Boston.
O SPOT também foi muito útil, transmitindo sem falhas nossa posição toda vez que o acionamos. Assim, enviamos nossa posição via SSB e satélite (AIS também quando chegamos perto de Faial), tínhamos comunicação com navios e outros veleiros no atlântico norte, mandamos e recebemos e-mails. Tudo isso nos deixou muito confortáveis quanto à segurança, principalmente pelas múltiplas formas de obter informações meteorológicas.

Meteorologia e Navegação:

Saímos de St. Maarten com previsão de vento NE, orça para os primeiros dias, calmaria por alguns dias e depois, devido à presença de uma baixa pressão, um vento SW e W que nos permitiria ganhar E em direção aos Açores. Daí em diante, escolheríamos a melhor rota em função da meteorologia recebida de terra, arquivos grib, cartas recebidas por radiofax, as informações passadas pelos outros barcos mais adiante, os relatos do Herb, que opera a rede “Southbound II” em 12.359 KHz USB, e as indicações de temperatura e pressão dos instrumentos de bordo.
Nosso terceiro tripulante, o João Carlos do veleiro Yahgan, mandava por e-mail a previsão do tempo para 3 dias, que recebíamos via SSB, todos os dias. Essa previsão era nossa principal guia, muito bem elaborada, baseada em diversas fontes de informação, que nos dava uma clara noção de como estava evoluindo o tempo, vento e ondas na região onde estávamos, e onde estaríamos nos próximos dias. Ouvir a rede Southbound II também foi importante porque o Herb dava o mesmo tipo de previsão para barcos que estavam mais à frente de nós, na direção dos Açores. Falar com o catamarã Luar foi fundamental porque discutíamos a situação, e o Ronny nos ajudou muito nas tomadas de decisão porque estávamos no mesmo mar. Porém, durante o curso da viagem o Luar foi se afastando de nós, o que até nos ajudou porque ficamos sabendo que eles estavam sem vento em alguns trechos, e pudemos continuar aproveitando o SW fraco para navegar para E. Depois, demos vários bordos orçando contra um vento E, mas isso foi melhor que a calmaria que o Luar estava e, assim, acabamos encontrando o SE que nos levou até Flores.
Durante o tempo todo usamos o piloto principal com acionamento hidráulico direto no quadrante. O piloto seguia um determinado ângulo em relação ao vento aparente. Essa foi a forma mais conveniente de usar o piloto, porque nos restava seguir o vento; o rumo foi mudado com intervalos de horas, principalmente durante as orças para leste, quando demos um total de 8 bordos em dois dias.

Desculpem, não temos nada emocionante para mostrar.

Com o vento fraco de alheta (SW), usamos a bússola como fonte de referência para o piloto porque o vento aparente era de apenas 1 ou 2 nós, muito pouco para fornecer uma boa indicação de direção. Nessa condição, com a gennaker, o Luthier andava entre 4,5 e 5 nós, com 6 a 7 nós de vento real, foram 3 dias assim. Quando o vento real passou dos 12 nós, tiramos a gennaker e usamos a mestra rizada com genoa no mesmo lado, estabilizada com o pau do balão, sempre de alheta, 150 graus com o vento aparente. Após a quebra do carrinho com o olhal de fixação do pau no mastro, passamos a velejar com 140 graus com o vento aparente, somente com a genoa, sem mestra e sem o pau do balão. Depois que encontramos o SE foi um través e orça folgada até perto de Flores, quando o vento acabou. A alta dos Açores é alta mesmo, 1030 MB. Um diário detalhando a meteorologia, navegação e dados da travessia pode ser encontrado nos “posts” do mês de maio de 2011. Basta clicar no quadro ao lado.
O Luthier levou 18 dias e 5 horas para atravessar desde o fundeio em St. Maarten até a atracação na marina de Flores. Foram 2297 milhas navegadas para percorrer uma distância de 2110 milhas, resumindo:

Duração da viagem: 437 horas

Milhas navegadas: 2297 milhas

Velocidade média: 5,25 nós

Horas de motor: 144 horas

Consumo: 290 litros de diesel – 2 litros por hora

Sempre usamos o motor em 1900 rpm. Nessa condição, dependendo do mar, o Luthier navega entre 4,5 e 5,2 nós, consumindo 1,75 litros por hora. Nas últimas 24 horas antes de chegarmos em Flores, tínhamos uma previsão de um vento de NE de 15 nós e, por isso, como estávamos sem vento, usamos o motor a 2400 rpm, 6,0 nós de velocidade, para chegar antes do NE previsto. Nessa rotação, o motor consome 2,8 litros por hora.
Luthier com a Gennaker O motor do Luthier, um Yanmar 3YM30, nunca soltou fumaça. Depois de muito tempo usado em 1900 rpm, ele começou a soltar um pouco de fumaça. As 24 horas com motor à 2400 rpm, e mais 2 horas a 3000 rpm, quando viemos para Faial, fez com que ele parasse de soltar fumaça. Pode ser que seja o diesel de St. Maarten. Alguns veleiros tiveram problemas de entupimento de filtros de diesel. Saímos de St. Maarten com diesel do Brasil misturado com diesel da Martinica no tanque. Tínhamos ainda 40 litros em bombonas com diesel da Martinica. No meio da viagem comecei a usar o diesel de St. Maarten. Em Flores coloquei um diesel totalmente transparente. Assim, não sei dizer se foi o diesel ou a rotação lenta que causou a saída de fumaça. No momento, não sai mais fumaça nem na partida, ou a 3500 giros.
As previsões para dois dias sempre foram bastante boas, a para o terceiro dia mudava um pouco, principalmente quanto à altura das ondas. O mar sempre esteve bom. O mar mais alto foi quando tivemos vento de SW. As ondas vinham de alheta, sem problemas. A calmaria assusta mais porque impõe o consumo de um recurso esgotável, o diesel.

Energia:

O Luthier está equipado com 300 ah de baterias exclusivamente para serviço. Durante a noite, o seu consumo em navegação, com luzes de navegação, piloto, eletrônica incluindo o radar, é de 125 ah. Quando tínhamos vento de proa ou través, o gerador eólico ajudava bastante durante a noite, reduzindo o consumo de energia da bateria para 80 ah. Navegando Os painéis solares, em dia de sol, produziam o suficiente para carregar as baterias e o consumo do dia. Durante as motoradas, aproveitamos para encher os tanque com água dessalinizada. Nos dias nublados tivemos que usar o gerador para completar a carga das baterias antes do período noturno. Gastamos 5 litros de gasolina com o gerador. Também fizemos água toda vez que usamos o gerador. O gerador também foi usado para esquentar a água do boiler para banho depois que passamos dos 30º N.
Os vilões de consumo são a geladeira, o piloto automático e a lâmpada de navegação.

Vida a bordo:

O dia passava muito rápido. Gastávamos muito tempo verificando a meteorologia e todos os equipamentos de bordo. Em uma viagem longa como essa, fazer pão, comida, limpar o barco, cuidar da roupa, e outras tarefas do gênero não podem esperar a chegada em um porto. Além disso, eu falava muito no rádio, principalmente com outros veleiros à nossa volta, e com radioamadores americanos, portugueses, italianos e brasileiros no nordeste e sudeste.
As calmarias são entediantes, porque não se pode fazer nada e o barulho do motor incomoda muito. Durante a noite, não consigo dormir em paz com o motor funcionando, à cada meia hora vou ver se está tudo bem, se não vaza água salgada, diesel, óleo, etc.. Vida a bordo
Durante as velejadas a diversão é garantida, sobe vela, riza vela, sobe no mastro para ver onde está o vento e, especialmente nessa travessia de pouco vento, ajustar as velas foi um aprendizado bem interessante. Usamos todos os truques que conhecemos para velejar com pouco vento. A gennaker foi muito importante, poupamos muito combustível com ela. Andamos mais rápido que barcos grandes à nossa volta, que não tinham outra opção a não ser motorar.
Nossa proposta foi sempre reduzir panos à noite por segurança. O radar foi ajustado para 8 milhas. O AIS detectava e avisava qualquer navio, me restava alarmar a presença de veleiros, o que para as velocidade envolvidas 8 milhas no radar estava muito bom. Funcionou sempre, sem problemas. Alguns dias navegando à vela, pudemos dormir ao mesmo tempo (os dois tripulantes) por mais de 3 horas seguidas. Outros dias, quando cruzávamos as rotas dos navios, acordávamos o tempo todo com alarme do AIS. O radar detectou e avisou a presença de 3 veleiros.
O radar também foi importante para visualizar onde estavam as chuvas pesadas. Ele foi programado para ficar em standby, fazendo uma varredura de 2 minutos a cada 10 minutos. Dessa forma, o seu consumo durante a noite foi de 10 Ah. Vale a pena. O AIS foi programado para dar alarme se e somente se o ponto mais perto de aproximação (CPA) fosse ser de menor que 2 milhas, e se o tempo para isso (TCPA) fosse menor que 60 minutos. Quando a distância mínima era menor que 1 milha, observávamos com mais cuidado e, quando necessário, manobrávamos. Caravela Portuguesa
A menos de 200 milhas de terra fizemos turnos de duas horas cada. Avistamos golfinhos, pássaros e muitas caravelas portuguesas. Não vimos baleias. Colocamos iscas na água quase todos os dia mas, não pescamos nada, a menos de uma barracuda logo na saída de St. Maarten que optamos por devolver à água com medo da Ciguatera.

O que quebrou e o que mudar no Luthier:

Quebrou um dos cabos de aço que conecta a roda de leme ao quadrante e o carrinho que contém o olhal para fixação do pau do balão ao mastro. O cabo já foi substituído. O instalado era de aço inox flexível de 7 conjuntos de 7 fios conhecido por 7 x 7, instalei agora um de 7 x 19 fios, muito mais flexível. O carrinho do mastro ficará para o continente, pois não há nas ilhas peça deste tipo.
Assim que puder, vou providenciar uma forma de, com cabos, ajustar a posição dos carrinhos das escotas da genoa, e aumentar a capacidade de armazenamento de energia para 400 ah. Gostaria também de ter um computador de bordo exclusivamente dedicado para navegação.
O cabo do enrolador de genoa está enroscando, vou substituí-lo também.

Palavra final:

Foi uma boa travessia, porém, estejam certos de que cada ano o clima é diferente e as condições de navegação podem mudar muito. Outros veleiros que saíram 15 dias depois de nós estão com mar e ventos bem distintos. O comentário geral entre os navegantes é que este ano teve muito pouco vento. Nossa viagem foi tranquila, confortável, o Luthier esteve sempre seco e quentinho.

Dorival

19 Comentários para “ Travessia St. Maarten para Açores ”

  1. miriam disse:

    Ai, ai, que viagem linda!!!!! Tô com “inveja”. Mas muito feliz por vcs. bjs pros dois
    miroca

  2. Joao disse:

    Dorival e Catarina, o relato ficou muito bom, abrangente, uma delícia de ler. Colocar os filminhos foi uma boa idéia e a melhor foto é a do sorriso da Catarina mostrando os pães (e com a camiseta do Bracuhy)

  3. Gigante disse:

    Belo relato, participei todos os dias de viagem em seu blog. Parabéns, e que os bons ventos mantenha o veleiro Luthier sempre aproado a seus sonhos. Abraços, Gigante, Entre Pólos

  4. roberto marcio da silva disse:

    À tripulação do Luthier :
    Parabéns pela travessia bem sucedida e pelo alto grau de profissionalização demonstrado,um exemplo a ser seguido.
    Agora uma curiosidade ; quando a vela,o hélice fica preso ou roda livre . Se preso ,como ? Se solto,qual influencia na singradura ,se alguma ?
    Obrigado pelos relatos e bons ventos.
    Roberto Marcio da Silva

  5. Dorival disse:

    Olá Roberto,
    O Luthier dispõe de um hélice tipo “folding” da Gori. Esse hélice dobra de tal forma que produz muito pouco arrasto. Certa vez ele ficou preso, não fechou, com o eixo travado e quando se soltou e fechou, notei 0,5 nó de ganho de velocidade. Faz diferença ter um hélice desses.
    Abraço,
    Dorival

  6. roberto marcio da silva disse:

    Sr. Dorival
    Obrigado pela pronta resposta ,elucidou uma duvida neste almirante de sofá…
    Bons ventos sempre.

  7. Dorival disse:

    João,
    Com aquela minha cara amassada de travessia vc achou a foto boa… Obrigada. Catarina

    Míriam, a sua torcida por nós é um presente.Beijos, Catarina

    Ei, Gigante, obrigada por nos acompanhar e por gravar as nossas posições no spot. Catarina

  8. conde disse:

    E enjoo?!

  9. Dorival disse:

    Caro Conde,
    Estava esperando para ver quem ia perguntar sobre isso.
    A Catarina não enjoa, eu não enjoei porque não tivemos mar para isso. Um vez tomei Meclin, preventivamente, porque tive que ficar enfiado dentro do porão, na popa, durante horas, para arrumar um cabo de aço que quebrou. Acho que o meu cérebro, meio teimoso, aprendeu alguma coisa nesses anos balançando.
    Dorival

  10. Enio disse:

    Ola Dorival.

    Seu relato foi muito bom e certamente dara subsidios para futuros viajantes, parabens.

    Enio e Lu

  11. ady disse:

    Dorival,
    Foi um relato perfeito.
    Você é um grande navegador.
    Parabéns, Ady

  12. Luis Claudio disse:

    Dorival e Catarina,

    Parabéns pela viagem e pelos relatos, que estavam muito bom. Acompanhei toda a viagem e espero um dia poder realizar o mesmo.

  13. Rodrigo Fidelis disse:

    Tudo fantastico… a travessia, os relatos transcrito pelo Joao e por fim essa maravilha acima que acabei de ler… segui todos os dias, tbm do meu sofa :) . Essa historia como a de vcs que me faz seguir em frente com meu projeto de vida. Parabens a vcs! Boa estadia em terras portuguesas!!!
    abracao
    Rodrigo

  14. reginaldo disse:

    li com bastante atenção, pois pretando conhecer uma ilha chamada tristão da cunha

  15. Dorival disse:

    Reginaldo, bem-vindo a bordo do Luthier.

    Puxa, boa viagem. Não sei como é o regime de vento e nem a época boa do ano para ir até lá.

    Abraço,
    Dorival

  16. Paulo Silveira disse:

    Dorival e Catarina.
    Bons ventos, e aproveitem bastante.
    Estou acompanhando e sonhando, pretendo chegar ate ai.
    Abraco.
    Paulo Silveira
    Riacho Doce.

  17. HELIO PY2HGB disse:

    Caro Dorival só de ler os relatos parece que tambem estou viajando,parabens por tudo, pela contrução do barco,pela coragem de encarar o mar, que parece não ser nada facil.Desejo a você e esposa uma otima viagem.Vamos ver se nos encontramos novamente pela banda de 10 mhz, pois sua estação MM é muito boa.
    73.
    Helio Py2hgb

  18. ricardo disse:

    Muito legal sua narrativa. Técnica e transparente. Bom para quem quer fazer essa aventura. Espero estar com essa tranquilidade quando chegar a minha travessia. Aguardo suas dicas SSB, Pactor pessoalmente. Visite nosso blog, da nossa viagem que está para começar.
    Abçs,
    Ricardo Mondego

  19. bruno disse:

    Gostei muito dos vossos relatos…e igualmente dos ensinamentos, comentários que têm feito sobre as diversas artes da vela de cruzeiro. Queria perguntar vos, como fazem a pescaria? deixam um anzol ao currico? que isca utilizam? ou é apenas uma amostra (imitação de peixe?)

    1abr de Lisboa
    Bruno
    veleiro: Van de Stadt Invicta 26

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